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Geminianos são novidadeiros e mutáveis, entre tantas outras características !
Havia tempo que queríamos mudar o lay-out deste blog e trabalhamos, trabalhamos... Demorou mas, enfim, chegamos a um novo design, claro e brilhante ! E pra completar, nova hospedagem, mais estável, mais amável.
Você que nos acompanha, é só clicar.... http://pontogemini.festim.net/
Inaugurando o novo espaço, uma reflexão interessante sobre Mercúrio, regente de Gêmeos, de Virgem e também do ano astrológico de 2004. Não perca !
No player aqui, Zeca Baleiro, em Comigo.... cante junto...
"Você vai comigo... aonde eu for.... você vai bem se vem comigo.... "
pois, venha !
(e atualize seu link....
)
12:48 AM
Gibran Khalil Gibran foi um cidadão do mundo, que trouxe ao ocidente a espiritualidade que faltava...
Nasceu em Bécharre, norte do Líbano. Um lugar lindo, perto do Bosque Sagrado dos Cedros Milenares, em 6 de janeiro de 1883.
Mudou-se para Nova York em 1895, onde permaneceu até sua morte em 1931.
Passou assim, a maior parte de sua vida, no Ocidente. Porém seu vínculo com pátria e a língua mãe, influenciaram sua obra, de maneira profunda e vital.
Manteve assídua correspondência com o escritor libanês May Ziadeh e, embora nunca tenham se encontrado, isso mostra o apego de Gibran a terra natal.
Entre os dois, desenrolou-se uma relação sentimental platônica, como evidenciam as cartas descobertas recentemente.
As cartas são, impregnadas de um terno respeito, de uma franqueza transparente e de um compromisso apaixonado pelos valores artísticos.
Um pouco de amor na bela visão de Kalil Gibran.

Fala-nos do Amor:
- Quando o amor vos fizer sinal, segui-o;
ainda que os seus caminhos sejam duros e difíceis.
E quando as suas asas vos envolverem, entregai-vos;
ainda que a espada escondida na sua plumagem
vos possa ferir.
E quando vos falar, acreditai nele;
apesar de a sua voz
poder quebrar os vossos sonhos
como o vento norte ao sacudir os jardins.
Porque assim como o vosso amor
vos engrandece, também deve crucificar-vos
E assim como se eleva à vossa altura
e acaricia os ramos mais frágeis
que tremem ao sol,
também penetrará até às raízes
sacudindo o seu apego à terra.
Como braçadas de trigo vos leva.
Malha-vos até ficardes nus.
Passa-vos pelo crivo
para vos livrar do joio.
Mói-vos até à brancura.
Amassa-vos até ficardes maleáveis.
Então entrega-vos ao seu fogo,
para poderdes ser
o pão sagrado no festim de Deus.
Tudo isto vos fará o amor,
para poderdes conhecer os segredos
do vosso coração,
e por este conhecimento vos tornardes
o coração da Vida.
Mas, se no vosso medo,
buscais apenas a paz do amor,
o prazer do amor,
então mais vale cobrir a nudez
e sair do campo do amor,
a caminho do mundo sem estações,
onde podereis rir,
mas nunca todos os vossos risos,
e chorar,
mas nunca todas as vossas lágrimas.
O amor só dá de si mesmo,
e só recebe de si mesmo.
O amor não possui
nem quer ser possuido.
Porque o amor basta ao amor.
E não penseis
que podeis guiar o curso do amor;
porque o amor, se vos escolher,
marcará ele o vosso curso.
O amor não tem outro desejo
senão consumar-se.
Mas se amarem e tiverem desejos,
deverão se estes:
Fundir-se e ser um regato corrente
a cantar a sua melodia à noite.
Conhecer a dor da excessiva ternura.
Ser ferido pela própria inteligência do amor,
e sangrar de bom grado e alegremente.
Acordar de manhã com o coração cheio
e agradecer outro dia de amor.
Descansar ao meio dia
e meditar no êxtase do amor.
Voltar a casa ao crepúsculo
e adormecer tendo no coração
uma prece pelo bem amado,
e na boca, um canto de louvor.
8:33 AM

pois quando me acostumo
o sono vem e estraga tudo.
7:46 PM
... So here I am once more...
Codex Floriae
Em 1995, quando visitava o famoso mercado de pulgas em San Telmo, em Buenos Aires, Jostein Gaarder encontrou num sebo de livros raros uma caixa vermelha com a etiqueta Codex Floriae que continha aproximadamente 70 folhas manuscritas em latim, datado do século XVI que começava com a seguinte saudação:
Floria Aemilia Aurelio Augustino Episcopo Hipponiensi Salutem" (Saudações de Flória Emília a Aurélio Agostinho, bispo de Hipona)
O Codex Floriae nada mais é do que a carta-resposta de Flória Emília às Confissões do seu ex-amante Aurélio Agostinho, ou se preferirem, Santo Agostinho.
Flória e Agostinho viveram juntos durante mais de 12 anos e tiveram um filho, Adeodato, que morreu ainda adolescente. Agostinho acabou cedendo às pressões de sua mãe, Mônica, e rompeu com Flória para se dedicar única e exclusivamente à Igreja.
Nesse manuscrito, Flória o acusa de traidor e se recusa a acreditar num Deus que faz sofrer, num Deus que castiga, num Deus que afasta.
O que não se sabe é se Flória chegou a enviar a carta e isso talvez nunca se venha a saber. O que sei é que, como mulher, chorei com ela e durante a leitura, só conseguia questionar a santidade do cruel Agostinho.
Um Agostinho que, um dia amou Flória com todas as suas forças e que ao cheirar seus cabelos disse a vida é tão curta..., como se quisesse eternizar aquele momento, como se quisesse aspirar Flória para dentro de si.
E esse mesmo Agostinho foi capaz de surrar o objeto de seu amor por considerá-lo alvo da sua fraqueza. Um Agostinho infeliz, é assim que o vejo. Um Agostinho que precisava de muita luz.
Talvez por isso que tenha virado santo: ele sim, precisava de preces. Flória era, naturalmente, iluminada.
E que Ela olhe por nós.
... Então tiveste febre, mas cuidei de ti e rezei por ti. Lembro como tinhas medo de morrer. Perguntavas repetidas vezes: "Está tudo acabado para mim? Estou perdido". Pois ainda não tinhas encontrado nenhuma salvação para tua alma. Escreves: "Entretanto, a febre aumentava e eu ia morrer em perdição. De fato, morrendo então, para onde iria eu, senão para o fogo e para as penas estabelecidas por tua lei para um comportamento semelhante ao meu?".
Mas pelos infernos, Aurel! Que é isso se não mitologia deformada? Tu, que ridicularizaste tão ferozmente as histórias dos deuses antigos, continuas acreditando em um Deus da Ira que irá punir e atormentar as pessoas por seus feitos por toda a eternidade? Sorte tua que não acreditavas nele quando jazias doente num pequeno quarto em Roma. Estavas apenas terrivelmente temeroso da perdição de tua alma. Fui eu que tentei acalmar teu medo com algumas palavras de conforto da filosofia dos estóicos. Falamos também do Nazareno e da esperança cristã. Mas nenhum de nós chegou perto de acreditar nesse ensinamento sobre o fogo e o tormento eterno. Éramos sofisticados demais para isso. Mas é isso que um estimado professor imperial faz hoje? Ele pensa que em poucos anos o bispo de Hipona Régia estará são e salvo no paraíso ditoso de Deus, enquanto Flória Emília será banida para o fogo e o tormento eternos porque não consentiu ainda em ser batizada. Não, Excelência Reverendíssima, terás de justificar aquele ensinamento muito rapidamente; se não o fizeres, não me preocupa nem um pouco em que ainda mais gente seja batizada e que a Igreja universal cresça. Estamos ambos conscientes da decadência política que nossa comunidade sofreu recentemente. Então, não surpreenderá que os costumes e as crenças sofram uma decadência semelhante!
trecho do livro Vita Brevis, de Jostein Gaarder
É muito bom estar de volta. E com Marillion no player, me chamando, foi difícil resistir!!!
Inté terça, people.
Slàinte!

9:39 AM
Dia Nacional do Índio
Quando teriam chegado à América também é assunto ainda polêmico: 12 mil, 38 mil ou a 53 mil anos atrás? Ninguém sabe ao certo. De qualquer forma, sua simples presença já era um enigma. Quem seriam aqueles homens "nus, pardos, de bons narizes e bons corpos", que negros não eram, nem mouros, nem hindus? Descenderiam de qual das dez tribos de Israel? Ou de qual dos três filhos de Noé? Teriam alma? Em caso afirmativo, como poderiam ter vivido tanto tempo à margem de Deus?
Cristóvão Colombo decidira chamá-los de índios - mas índios os portugueses sabiam que não eram. O que seriam então esses "negros da terra"? Bons selvagens, como sugeriu Pero Vaz de Caminha (e os filósofos Rosseau, Montaigne e Diderot ecoaram), ou antropófagos bestiais, como quiseram outros cronistas? Defini-los de que forma se alguns eram brutais e intratáveis, como os aimorés - que comiam carne humana "por mantimento e não por vingança ou pela antiguidade de seus ódios" -, e outros tão mansos e pacíficos, como os carijós, "o melhor gentio da costa"?
Após 500 anos do descobrimento, ainda existe 215 nações e 170 línguas indígenas diferentes.
As Tribos
Aimoré: grupo também chamado de botocudo, vivia do sul da Bahia ao norte do Espírito Santo. Grandes corredores e guerreiros temíveis, foram os responsáveis pelo fracasso das capitanias de Ilhéus, Porto Seguro e Espírito Santo. Só foram vencidos no início do século 20. Eram apenas 30 mil.
Avá-Canoeiro: povo de língua da família Tupi-Guarani que vivia entre os rios Formoso e Javarés, em Goiás. Em 1973 foram transferidos para o Parque Indígena do Araguaia (Iha do Bananal) e colocados ao lado de seus maiores inimigos históricos, os Javaé .
Bororos: povo falante de língua do tronco macro-jê. Os Bororo atuais são os Bororo Orientais. Os Bororo Ocidentais, extintos no fim do século passado, viviam na margem leste do rio Paraguai, onde, no início do séc. XVII, os jesuítas espanhois fundaram várias aldeias de missões. Muito amigáveis, serviam de guia aos brancos, trabalhavam nas fazendas da região e eram aliados dos bandeirantes. Desapareceram como povo tanto pelas moléstias contraídas quanto pelos casamentos com não-índios.
Caeté: os deglutidores do bispo Sardinha viviam desde a ilha de Itamaracá até as margens do Rio São Francisco. Depois de comerem o bispo, foram considerados "inimigos da civilização". Em 1562, Men de Sá determinou que fossem "escravizados todos, sem exceção". Assim se fez. Seriam 75 mil.
Caiapós: Explorando a riqueza existente em sua reserva no sul do Pará - principalmente o mogno e o ouro -, viraram os índios mais ricos do Brasil. Movimentam cerca de U$$15 milhões por ano, derrubando, em média, 20 árvores de mogno por dia e extraindo 6 mil litros anuais de óleo de castanha.
Carijó: seu território ia de Cananéia (SP) até a Lagoa dos Patos (RS). Vistos como "o melhor gentio da costa", foram receptivos à catequese. Em 1554, participaram do ataque a São Paulo. Eram cerca de 100 mil.
Goitacá: ocupavam a foz do Rio Paraíba. Tidos como os índios mais selvagens e cruéis do Brasil, encheram os portugueses de terror. Grandes canibais e intrépidos pescadores de tubarão. Eram cerca de 12 mil.
Ianomâmi: povo constituído por diversos grupos cujas línguas pertencem à mesma família, não classificada em troncos. Denominada anteriormente Xiriâna, Xirianá e Waiká, a família Yanomami abrange as línguas Yanomami, falada na maior extensão territorial, Yanomám ou Yanomá, Sanumá e Ninam ou Yanam, as quatro com vários dialetos. Os Yanomami vivem no oeste de Roraima, no norte do Amazonas e na Venezuela, num total de 20 mil índios.
Juruna: povo indígena cuja língua é a única representante viva da família Juruna, do tronco Tupi. Autodenominam-se Yudjá; o nome Juruna significa, em Tupi-Guarani, bocas pretas, porque a tatuagem características desses índios era uma linha que descia da raiz dos cabelos e circundava a boca. Na metade do século XIX tinham uma população estimada em 2.000 índios, que viviam no baixo rio Xingu.
Kaiapó: povo de língua da família Jê. Distribuem-se por 14 grupos, num vasto território que se estende do SE do Pará ao N do Mato Grosso, na região do rio Xingu.
Kaingang: povo de língua da família Jê. Também conhecidos como Coroados, vivem em 26 pequenas áreas indígenas no interior dos estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. São aproximadamente 7.000 índios.
Pataxó: povo de língua da família Maxacali, do tronco Macro-Jê. Abandonou sua língua original e expressa-se apenas em português. Vive no sul da Bahia, em Barra Velha, Coroa Vermelha e Monte Pascoal, em zona economicamente valorizada (cacau e turismo), nos municípios de Porto Seguro e Santa Cruz Cabrália e nas áreas indígenas Mata Medonha e Imbiriba. Em 1990, eram aproximadamente 1.600 índios.
Potiguar: senhoreavam a costa desde São Luís até as margens do Parnaíba, e das margens do Rio Acaraú, no Ceará, até a cidade de João Pessoa, na Paraíba. Exímios canoeiros, inimigos dos portugueses, seriam uns 90 mil.
Tremembé: grupo não-tupi, que vivia do sul do Maranhão ao norte do Ceará, entre os dois territórios potiguares. Grande nadadores e mergulhadores, foram, alternadamente, inimigos e aliados dos portugueses. Eram cerca de 20 mil.
Tabajara: viviam entre a foz do Rio Paraíba e a ilha de Itamaracá. Aliaram-se aos portugueses. Deviam ser uns 40 mil.
Temiminó: Ocupavam a ilha do Governador, na baía de Guanabara, e o sul do Espírito Santo. Inimigos dos tamoios, aliaram-se aos portugueses. Sob liderança de Araribóia, foram decisivos na conquista do Rio. Eram 8 mil na ilha e 10 mil no Espírito Santo.
Tamoio: Os verdadeiros senhores da baía de Guanabara, aliados dos franceses e liderados pelos caciques Cunhambebe e Aimberê, lutaram até o último homem. Eram 70 mil.
Tupinambá: consituíam o povo tupi por excelência. Os tupinambás propriamente ditos ocupavam da margem direita do rio São Francisco até o Recôncavo Baiano. Seriam mais de 100 mil.
Tupiniquim: foram os índios vistos por Cabral. Viviam no sul da Bahia e em São Paulo, entre Santos e Bertioga. Eram 85 mil.
Xavantes: Povo de língua da família Jê. Autodenominam-se Akwe ou Akwen. Contatados na década de 1940, eram índios guerreiros que resistiram tenazmente à ocupação de seu território (Mato Grosso) pelos colonizadores. Em 1989 eram cerca de 6.000 pessoas, distribuidos em sete áreas indígenas entre os rios das Mortes e Batovi, a leste de Mato Grosso.
Wai-wai: povo de língua da família Karíb. Vivem na área indígena Nhamundá-Mapuera, na fronteira do Pará com o Amazonas, e Waiwai, em Roraima. A população é constituída por uma mistura de várias tribos atraídas e assimiladas por eles ao longo dos anos, entre as quais as dos Karafawyana, dos Kaxuyana e dos Hixkariana.
Funai - Fundação Nacional do Índio
Fundação Pública, instituída em conformidade com a Lei nº 5.371, de 5 de dezembro de 1967, vinculada ao Ministério da Justiça, nos termos do artigo 1º do Anexo I do Decreto nº 564 de 8 de junho de 1992, combinado com o artigo 2º, inciso V, do Anexo I do Decreto nº 761, de 19 de fevereiro de 1993, com sede e foro no Distrito Federal, jurisdição em todo o Território Nacional e com prazo de duração indeterminado, tem por finalidade:
I - exercer, em nome da União, a tutela dos índios e das comunidades indígenas;
II - garantir o cumprimento da política indigenista baseada nos princípios a seguir enumerados:
a) respeito à pessoa do índio e às instituições e comunidades tribais;
b) garantir a inalienabilidade e à posse das terras habitadas que ocupam e ao usufruto exclusivo das riquezas nelas existentes;
c) preservação do equilíbrio biológico e cultural do índio, no seu contato com a sociedade nacional; e,
d) resguardar a identidade diferenciada do índio no contexto da sociedade nacional.
III - gerir o patrimônio indígena, visando a sua conservação, ampliação e valorização;
IV - promover levantamentos, análises, estudos e pesquisas científicas sobre o índio, visando a preservação das culturas e a adequação dos programas assistenciais;
V - promover a prestação de assistência médico-sanitária aos índios;
VI - promover a educação de base apropriada ao índio;
VII - promover o desenvolvimento comunitário;
VIII - despertar, através dos instrumentos de divulgação, o interesse coletivo para a causa indígena;
IX - exercitar o poder de polícia nas áreas indígenas e nas matérias atinentes à proteção dos índios; e,
X - cumprir e fazer cumprir as disposições do Estatuto do índio.
Art. 2º Os programas da FUNAI serão elaborados e executados de acordo com as seguintes diretrizes:
I - garantir às populações indígenas o direito sobre as terras que ocupam, promovendo a identificação, delimitação, demarcação, regularização, extrusão, fiscalização das mesmas, assegurando- lhes a posse e o usufruto exclusivo das riquezas naturais e de todas as utilidades nessas terras existentes;
II - promover o reconhecimento das populações indígenas como etnias diferenciadas, respeitados sua organização social, costumes, línguas, crenças e tradições;
III - garantir aos índios e grupos isolados o direito de assim permanecerem, mantendo a integridade de seu território, intervindo apenas quando qualquer fator coloque em risco a sua sobrevivência e organização sócio-cultural;
IV - manter e/ou melhorar a qualidade de vida das populações indígenas, promovendo a preservação, conservação ou recuperação do meio ambiente em que vivem;
V - garantir assistência à saúde de acordo com a situação de contato e especificidades etno-culturais das populações indígenas, bem como valorizar a medicina tradicional através da recuperação da sabedoria xamanística e da utilização da flora medicinal;
VI - garantir às populações indígenas uma educação escolar diferenciada e que dê acesso aos conhecimentos e ao domínio dos códigos da sociedade nacional, a fim de assegurar-lhes a participação na vida nacional em igualdade de condições;
VII - assegurar a auto-sustentação das populações indígenas, consideradas suas especificidades culturais, ambientais, tecnológicas e sócio-econômicas; e,
VIII - patrocinar a defesa dos direitos e interesses das populações indígenas.
Cantar e dançar, respeitar e preservar
Vamos brincar de índio.... - Xuxa
Se Deus quiser, um dia eu quero ser índio... - Rita Lee
... Sonhava com um índio que me desse alegria... - Ivete Sangalo
Um índio descerá de uma estrela colorida e brilhante... - Caetano Veloso
Tudo que move é sagrado.... (Amor de Índio)... - Beto Guedes
...eu quero ouvir índio cantando... - Chiclete com Banana
...Como a mais bela tribo dos mais belos índios, não ser atacado por ser inocente - Legião Urbana
...E com um penacho de índio ele me coroou... - Alceu Valença
... e pro índio nada mais faz sentido...com tantas drogas porque só o seu cachimbo é proibido?... - Gabriel O Pensador
...ver TV a cores na taba de um índio, programada pra só dizer sim, sim... - Cazuza
Quis falar coisas boas... devo também lembrar do Padre Anchieta, que foi meu primeiro alvo para esse post, mas falar de Anchieta em um só post não daria. Homem explêndido, humano, benevolente. As atrocidades para com os donos da terra são infinitas, recentes e gritantes. Mas não vou falar sobre isso. Hoje, eu só quero bater na boca e fazer uh-uh-uh-uh-uh.
Créditos:
www.funai.gov.br
http://conhecimentosgerais.hypermart.net/datas-comemorativas/dia-do-indio.shtml
http://ww6.zaz.com.br/almanaque/index_indios.htm
1:25 AM
Falamos muito de planos, objetivos, metas mas, muitas vezes esquecemos de viver o momento presente. E esse momento depois que passou, passou ! Não voltará mais. Se você é uma dessas pessoas que vive esperando alguma coisa acontecer (emprego novo, casa nova, um novo amor) para dar sequência aos seus planos, você está precisando de uma Agenda de 10 segundos.
Ontem, recebi um mail da Lilia do Vadiando (obrigada!), com um texto de Tom Coelho e fui dar uma olhada no site dele. Um dos artigos que tem por lá, é exatamente sobre a Agenda de 10 segundos, uma criação dele, eu creio.
Veja como termina o texto e se lhe interessar ler mais, clique em um dos links:
"Fundamentalmente, a Agenda de 10 segundos tem me ensinado a agradecer, a elogiar, a perdoar, a me desculpar, a sorrir e a amar no momento em que as coisas se dão. E isso possibilita amizades fortuitas que se tornam perenes, negócios de ocasião que se tornam recorrentes e paixões de uma única noite que se tornam amores de toda uma vida."
Tom Coelho é graduado em Economia pela FEA/USP, Publicidade pela ESPM/SP, tem especialização em Marketing pela MMS/SP e em Qualidade de Vida no Trabalho pela FIA/USP, é empresário, consultor, escritor e palestrante, Diretor da Infinity Consulting, Diretor do Simb/Abrinq e Membro Executivo do NJE/Fiesp. Seus textos tem Reprodução Autorizada desde que mantida a sua integridade, mencionado o autor e o site www.tomcoelho.com.br e comunicada sua utilização através do e-mail talento@tomcoelho.com.br.
No player, temos Marillion chamando a Cacau de volta ! Beautiful.
4:19 PM
Nascido em Berlim em 1943, no ápice da Segunda Guerra, mudou-se para Portugal, onde estudou.
Ingressou na aviação comercial como técnico operacional e instrutor de vôo.
Paralelamente exerceu várias atividades ligadas às artes, jornais, revistas e rádio.
Passou parte de sua adolescência no Brasil e, mais tarde, fixou residência definitiva em Lisboa, onde vive até os dias de hoje.
Agora, beirando quase 60 anos, diz estar pronto para enfrentar a crítica e lançar-se no mundo das artes, nos campos da pintura, escultura, fotografia, vídeo e poesia...
Corajoso Manfredo!
Conheço algumas pinturas lindíssimas e poesias poucas.
Gosto delas, como gosto de Portugal, povo e sotaque.
Daí uma identificação imediata com o artista.
Na pintura Manfredo é moderno e preocupado com os problemas da atualidade.
Na poesia, respira a atmosfera européia do séc. XIX, onde o sentimento do amor é exacerbado pelas manifestações puras e incontidas do seu eu-superior.
Suas poesias (uma delas abaixo, em inglês e português nativo) são pontilhadas de "Chagrin d' amour", expressão que, embora permeie nossas emoções, raramente temos tempo de manifestar e, praticamente inexiste no vocabulário dos nossos tempos.

In a winter lit wood
Gelid, humid, shivers
Of luxuriant vegetation
Obligatory senseless
Course, followed
Beside a stream of water
In fine silence, broken
Mushroom umbrellas
People blank spaces
Like clandestine constructions
Sowed, erratically, by Nature
Where are you, Nature?
Wanted! But where?
Gigantic machines?
Make cement of the sward
Alchemy which kills life
Transforms all it touches
Into tiny, cramped lots
They grow and defy the skies
Floor by floor, ceaselessly
To accommodate more humans
Ever farther from the earth
Unfettered horses? Where have they gone?
Their cracked and worn hooves
Yearn for an earthen ground
Long eclipsed by cement"
Em bosque de curto sol
Gélido, húmido, arrepios
De vegetação luxuriante
Percurso obrigatório
Sem sentido, percorrido
À beira de um curso d' água
De bom silêncio, quebrado
Guarda-chuva de cogumelos
Povoavam espaços em branco
Qual construção clandestina
Semeada pela natureza, errantes
Onde estás, natureza?
Procura-se! Mas onde?
Máquinas gigantescas...
Do verde fazem cimento
Alquimia que mata a vida
Transforma tudo em que toca
Em terrenos pequenos, exíguos
Crescem a desafiar os céus
Andar
Sobre andar, sem parar
Para mais humanos alojar
Cada vez mais longe do chão
Cavalos à solta? Onde estão?
De cascos gastos e fendidos
Saudosos dum chão de terra
Que o cimento eclipsou"
8:14 AM








