Comunicar, expressar, inquietar:
minha eterna curiosidade,
Mercúrio alado
que a nada se prende
e em tudo se move
qual borboleta
em sua metamorfose.
Me fascina a rima,
ao acaso disposta,
a ânsia da palavra resposta.
Em livres caminhos,
mentes e abraços
semeio meus sonhos e passos.

(Texto de Isabel Mueller - AstroArte)

Domingo, Abril 25, 2004


Você vem com a gente ?

Geminianos são novidadeiros e mutáveis, entre tantas outras características !
Havia tempo que queríamos mudar o lay-out deste blog e trabalhamos, trabalhamos... Demorou mas, enfim, chegamos a um novo design, claro e brilhante ! E pra completar, nova hospedagem, mais estável, mais amável.

Ponto G.Emini agora é Festim !

Você que nos acompanha, é só clicar.... http://pontogemini.festim.net/
Inaugurando o novo espaço, uma reflexão interessante sobre Mercúrio, regente de Gêmeos, de Virgem e também do ano astrológico de 2004. Não perca !

No player aqui, Zeca Baleiro, em Comigo.... cante junto...
"Você vai comigo... aonde eu for.... você vai bem se vem comigo.... "

pois, venha !
(e atualize seu link.... )

postado por Deize 12:48 AM



Sábado, Abril 24, 2004




Gibran Khalil Gibran foi um cidadão do mundo, que trouxe ao ocidente a espiritualidade que faltava...
Nasceu em Bécharre, norte do Líbano. Um lugar lindo, perto do Bosque Sagrado dos Cedros Milenares, em 6 de janeiro de 1883.
Mudou-se para Nova York em 1895, onde permaneceu até sua morte em 1931.
Passou assim, a maior parte de sua vida, no Ocidente. Porém seu vínculo com pátria e a língua mãe, influenciaram sua obra, de maneira profunda e vital.
Manteve assídua correspondência com o escritor libanês May Ziadeh e, embora nunca tenham se encontrado, isso mostra o apego de Gibran a terra natal.
Entre os dois, desenrolou-se uma relação sentimental platônica, como evidenciam as cartas descobertas recentemente.
As cartas são, impregnadas de um terno respeito, de uma franqueza transparente e de um compromisso apaixonado pelos valores artísticos.

Um pouco de amor na bela visão de Kalil Gibran.




O AMOR

Khalil Gibran in "Poesia-Mais-Que-Perfeita" - A Mar Arte, Coimbra, 1994



E alguém disse:
Fala-nos do Amor:

- Quando o amor vos fizer sinal, segui-o;
ainda que os seus caminhos sejam duros e difíceis.
E quando as suas asas vos envolverem, entregai-vos;
ainda que a espada escondida na sua plumagem
vos possa ferir.

E quando vos falar, acreditai nele;
apesar de a sua voz
poder quebrar os vossos sonhos
como o vento norte ao sacudir os jardins.

Porque assim como o vosso amor
vos engrandece, também deve crucificar-vos
E assim como se eleva à vossa altura
e acaricia os ramos mais frágeis
que tremem ao sol,
também penetrará até às raízes
sacudindo o seu apego à terra.

Como braçadas de trigo vos leva.
Malha-vos até ficardes nus.
Passa-vos pelo crivo
para vos livrar do joio.
Mói-vos até à brancura.
Amassa-vos até ficardes maleáveis.

Então entrega-vos ao seu fogo,
para poderdes ser
o pão sagrado no festim de Deus.

Tudo isto vos fará o amor,
para poderdes conhecer os segredos
do vosso coração,
e por este conhecimento vos tornardes
o coração da Vida.

Mas, se no vosso medo,
buscais apenas a paz do amor,
o prazer do amor,
então mais vale cobrir a nudez
e sair do campo do amor,
a caminho do mundo sem estações,
onde podereis rir,
mas nunca todos os vossos risos,
e chorar,
mas nunca todas as vossas lágrimas.

O amor só dá de si mesmo,
e só recebe de si mesmo.

O amor não possui
nem quer ser possuido.

Porque o amor basta ao amor.

E não penseis
que podeis guiar o curso do amor;
porque o amor, se vos escolher,
marcará ele o vosso curso.

O amor não tem outro desejo
senão consumar-se.

Mas se amarem e tiverem desejos,
deverão se estes:
Fundir-se e ser um regato corrente
a cantar a sua melodia à noite.

Conhecer a dor da excessiva ternura.
Ser ferido pela própria inteligência do amor,
e sangrar de bom grado e alegremente.

Acordar de manhã com o coração cheio
e agradecer outro dia de amor.

Descansar ao meio dia
e meditar no êxtase do amor.

Voltar a casa ao crepúsculo
e adormecer tendo no coração
uma prece pelo bem amado,
e na boca, um canto de louvor.


postado por 8:33 AM



Quinta-feira, Abril 22, 2004




Ah, não gosto de insônia
pois quando me acostumo
o sono vem e estraga tudo.

postado por Síndico 7:46 PM



Terça-feira, Abril 20, 2004


... So here I am once more...




Codex Floriae


Em 1995, quando visitava o famoso mercado de pulgas em San Telmo, em Buenos Aires, Jostein Gaarder encontrou num sebo de livros raros uma caixa vermelha com a etiqueta Codex Floriae que continha aproximadamente 70 folhas manuscritas em latim, datado do século XVI que começava com a seguinte saudação:
Floria Aemilia Aurelio Augustino Episcopo Hipponiensi Salutem" (Saudações de Flória Emília a Aurélio Agostinho, bispo de Hipona)
O Codex Floriae nada mais é do que a carta-resposta de Flória Emília às Confissões do seu ex-amante Aurélio Agostinho, ou se preferirem, Santo Agostinho.
Flória e Agostinho viveram juntos durante mais de 12 anos e tiveram um filho, Adeodato, que morreu ainda adolescente. Agostinho acabou cedendo às pressões de sua mãe, Mônica, e rompeu com Flória para se dedicar única e exclusivamente à Igreja.
Nesse manuscrito, Flória o acusa de traidor e se recusa a acreditar num Deus que faz sofrer, num Deus que castiga, num Deus que afasta.
O que não se sabe é se Flória chegou a enviar a carta e isso talvez nunca se venha a saber. O que sei é que, como mulher, chorei com ela e durante a leitura, só conseguia questionar a santidade do cruel Agostinho.
Um Agostinho que, um dia amou Flória com todas as suas forças e que ao cheirar seus cabelos disse a vida é tão curta..., como se quisesse eternizar aquele momento, como se quisesse aspirar Flória para dentro de si.
E esse mesmo Agostinho foi capaz de surrar o objeto de seu amor por considerá-lo alvo da sua fraqueza. Um Agostinho infeliz, é assim que o vejo. Um Agostinho que precisava de muita luz.
Talvez por isso que tenha virado santo: ele sim, precisava de preces. Flória era, naturalmente, iluminada.
E que Ela olhe por nós.


... Então tiveste febre, mas cuidei de ti e rezei por ti. Lembro como tinhas medo de morrer. Perguntavas repetidas vezes: "Está tudo acabado para mim? Estou perdido". Pois ainda não tinhas encontrado nenhuma salvação para tua alma. Escreves: "Entretanto, a febre aumentava e eu ia morrer em perdição. De fato, morrendo então, para onde iria eu, senão para o fogo e para as penas estabelecidas por tua lei para um comportamento semelhante ao meu?".

Mas pelos infernos, Aurel! Que é isso se não mitologia deformada? Tu, que ridicularizaste tão ferozmente as histórias dos deuses antigos, continuas acreditando em um Deus da Ira que irá punir e atormentar as pessoas por seus feitos por toda a eternidade? Sorte tua que não acreditavas nele quando jazias doente num pequeno quarto em Roma. Estavas apenas terrivelmente temeroso da perdição de tua alma. Fui eu que tentei acalmar teu medo com algumas palavras de conforto da filosofia dos estóicos. Falamos também do Nazareno e da esperança cristã. Mas nenhum de nós chegou perto de acreditar nesse ensinamento sobre o fogo e o tormento eterno. Éramos sofisticados demais para isso. Mas é isso que um estimado professor imperial faz hoje? Ele pensa que em poucos anos o bispo de Hipona Régia estará são e salvo no paraíso ditoso de Deus, enquanto Flória Emília será banida para o fogo e o tormento eternos porque não consentiu ainda em ser batizada. Não, Excelência Reverendíssima, terás de justificar aquele ensinamento muito rapidamente; se não o fizeres, não me preocupa nem um pouco em que ainda mais gente seja batizada e que a Igreja universal cresça. Estamos ambos conscientes da decadência política que nossa comunidade sofreu recentemente. Então, não surpreenderá que os costumes e as crenças sofram uma decadência semelhante!


trecho do livro Vita Brevis, de Jostein Gaarder

*****


É muito bom estar de volta. E com Marillion no player, me chamando, foi difícil resistir!!!

Inté terça, people.

Slàinte!

postado por Cacau 9:39 AM



Segunda-feira, Abril 19, 2004


Dia Nacional do Índio

Quando teriam chegado à América também é assunto ainda polêmico: 12 mil, 38 mil ou a 53 mil anos atrás? Ninguém sabe ao certo. De qualquer forma, sua simples presença já era um enigma. Quem seriam aqueles homens "nus, pardos, de bons narizes e bons corpos", que negros não eram, nem mouros, nem hindus? Descenderiam de qual das dez tribos de Israel? Ou de qual dos três filhos de Noé? Teriam alma? Em caso afirmativo, como poderiam ter vivido tanto tempo à margem de Deus?

Cristóvão Colombo decidira chamá-los de índios - mas índios os portugueses sabiam que não eram. O que seriam então esses "negros da terra"? Bons selvagens, como sugeriu Pero Vaz de Caminha (e os filósofos Rosseau, Montaigne e Diderot ecoaram), ou antropófagos bestiais, como quiseram outros cronistas? Defini-los de que forma se alguns eram brutais e intratáveis, como os aimorés - que comiam carne humana "por mantimento e não por vingança ou pela antiguidade de seus ódios" -, e outros tão mansos e pacíficos, como os carijós, "o melhor gentio da costa"?

Após 500 anos do descobrimento, ainda existe 215 nações e 170 línguas indígenas diferentes.


As Tribos

Aimoré: grupo também chamado de botocudo, vivia do sul da Bahia ao norte do Espírito Santo. Grandes corredores e guerreiros temíveis, foram os responsáveis pelo fracasso das capitanias de Ilhéus, Porto Seguro e Espírito Santo. Só foram vencidos no início do século 20. Eram apenas 30 mil.


Avá-Canoeiro: povo de língua da família Tupi-Guarani que vivia entre os rios Formoso e Javarés, em Goiás. Em 1973 foram transferidos para o Parque Indígena do Araguaia (Iha do Bananal) e colocados ao lado de seus maiores inimigos históricos, os Javaé .

Bororos: povo falante de língua do tronco macro-jê. Os Bororo atuais são os Bororo Orientais. Os Bororo Ocidentais, extintos no fim do século passado, viviam na margem leste do rio Paraguai, onde, no início do séc. XVII, os jesuítas espanhois fundaram várias aldeias de missões. Muito amigáveis, serviam de guia aos brancos, trabalhavam nas fazendas da região e eram aliados dos bandeirantes. Desapareceram como povo tanto pelas moléstias contraídas quanto pelos casamentos com não-índios.

Caeté: os deglutidores do bispo Sardinha viviam desde a ilha de Itamaracá até as margens do Rio São Francisco. Depois de comerem o bispo, foram considerados "inimigos da civilização". Em 1562, Men de Sá determinou que fossem "escravizados todos, sem exceção". Assim se fez. Seriam 75 mil.

Caiapós: Explorando a riqueza existente em sua reserva no sul do Pará - principalmente o mogno e o ouro -, viraram os índios mais ricos do Brasil. Movimentam cerca de U$$15 milhões por ano, derrubando, em média, 20 árvores de mogno por dia e extraindo 6 mil litros anuais de óleo de castanha.

Carijó: seu território ia de Cananéia (SP) até a Lagoa dos Patos (RS). Vistos como "o melhor gentio da costa", foram receptivos à catequese. Em 1554, participaram do ataque a São Paulo. Eram cerca de 100 mil.

Goitacá: ocupavam a foz do Rio Paraíba. Tidos como os índios mais selvagens e cruéis do Brasil, encheram os portugueses de terror. Grandes canibais e intrépidos pescadores de tubarão. Eram cerca de 12 mil.

Ianomâmi: povo constituído por diversos grupos cujas línguas pertencem à mesma família, não classificada em troncos. Denominada anteriormente Xiriâna, Xirianá e Waiká, a família Yanomami abrange as línguas Yanomami, falada na maior extensão territorial, Yanomám ou Yanomá, Sanumá e Ninam ou Yanam, as quatro com vários dialetos. Os Yanomami vivem no oeste de Roraima, no norte do Amazonas e na Venezuela, num total de 20 mil índios.

Juruna: povo indígena cuja língua é a única representante viva da família Juruna, do tronco Tupi. Autodenominam-se Yudjá; o nome Juruna significa, em Tupi-Guarani, bocas pretas, porque a tatuagem características desses índios era uma linha que descia da raiz dos cabelos e circundava a boca. Na metade do século XIX tinham uma população estimada em 2.000 índios, que viviam no baixo rio Xingu.

Kaiapó: povo de língua da família Jê. Distribuem-se por 14 grupos, num vasto território que se estende do SE do Pará ao N do Mato Grosso, na região do rio Xingu.

Kaingang: povo de língua da família Jê. Também conhecidos como Coroados, vivem em 26 pequenas áreas indígenas no interior dos estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. São aproximadamente 7.000 índios.

Pataxó: povo de língua da família Maxacali, do tronco Macro-Jê. Abandonou sua língua original e expressa-se apenas em português. Vive no sul da Bahia, em Barra Velha, Coroa Vermelha e Monte Pascoal, em zona economicamente valorizada (cacau e turismo), nos municípios de Porto Seguro e Santa Cruz Cabrália e nas áreas indígenas Mata Medonha e Imbiriba. Em 1990, eram aproximadamente 1.600 índios.

Potiguar: senhoreavam a costa desde São Luís até as margens do Parnaíba, e das margens do Rio Acaraú, no Ceará, até a cidade de João Pessoa, na Paraíba. Exímios canoeiros, inimigos dos portugueses, seriam uns 90 mil.

Tremembé: grupo não-tupi, que vivia do sul do Maranhão ao norte do Ceará, entre os dois territórios potiguares. Grande nadadores e mergulhadores, foram, alternadamente, inimigos e aliados dos portugueses. Eram cerca de 20 mil.

Tabajara: viviam entre a foz do Rio Paraíba e a ilha de Itamaracá. Aliaram-se aos portugueses. Deviam ser uns 40 mil.

Temiminó: Ocupavam a ilha do Governador, na baía de Guanabara, e o sul do Espírito Santo. Inimigos dos tamoios, aliaram-se aos portugueses. Sob liderança de Araribóia, foram decisivos na conquista do Rio. Eram 8 mil na ilha e 10 mil no Espírito Santo.

Tamoio: Os verdadeiros senhores da baía de Guanabara, aliados dos franceses e liderados pelos caciques Cunhambebe e Aimberê, lutaram até o último homem. Eram 70 mil.

Tupinambá: consituíam o povo tupi por excelência. Os tupinambás propriamente ditos ocupavam da margem direita do rio São Francisco até o Recôncavo Baiano. Seriam mais de 100 mil.

Tupiniquim: foram os índios vistos por Cabral. Viviam no sul da Bahia e em São Paulo, entre Santos e Bertioga. Eram 85 mil.

Xavantes: Povo de língua da família Jê. Autodenominam-se Akwe ou Akwen. Contatados na década de 1940, eram índios guerreiros que resistiram tenazmente à ocupação de seu território (Mato Grosso) pelos colonizadores. Em 1989 eram cerca de 6.000 pessoas, distribuidos em sete áreas indígenas entre os rios das Mortes e Batovi, a leste de Mato Grosso.

Wai-wai: povo de língua da família Karíb. Vivem na área indígena Nhamundá-Mapuera, na fronteira do Pará com o Amazonas, e Waiwai, em Roraima. A população é constituída por uma mistura de várias tribos atraídas e assimiladas por eles ao longo dos anos, entre as quais as dos Karafawyana, dos Kaxuyana e dos Hixkariana.

Funai - Fundação Nacional do Índio

Fundação Pública, instituída em conformidade com a Lei nº 5.371, de 5 de dezembro de 1967, vinculada ao Ministério da Justiça, nos termos do artigo 1º do Anexo I do Decreto nº 564 de 8 de junho de 1992, combinado com o artigo 2º, inciso V, do Anexo I do Decreto nº 761, de 19 de fevereiro de 1993, com sede e foro no Distrito Federal, jurisdição em todo o Território Nacional e com prazo de duração indeterminado, tem por finalidade:

I - exercer, em nome da União, a tutela dos índios e das comunidades indígenas;

II - garantir o cumprimento da política indigenista baseada nos princípios a seguir enumerados:
a) respeito à pessoa do índio e às instituições e comunidades tribais;
b) garantir a inalienabilidade e à posse das terras habitadas que ocupam e ao usufruto exclusivo das riquezas nelas existentes;
c) preservação do equilíbrio biológico e cultural do índio, no seu contato com a sociedade nacional; e,
d) resguardar a identidade diferenciada do índio no contexto da sociedade nacional.

III - gerir o patrimônio indígena, visando a sua conservação, ampliação e valorização;

IV - promover levantamentos, análises, estudos e pesquisas científicas sobre o índio, visando a preservação das culturas e a adequação dos programas assistenciais;

V - promover a prestação de assistência médico-sanitária aos índios;

VI - promover a educação de base apropriada ao índio;

VII - promover o desenvolvimento comunitário;

VIII - despertar, através dos instrumentos de divulgação, o interesse coletivo para a causa indígena;

IX - exercitar o poder de polícia nas áreas indígenas e nas matérias atinentes à proteção dos índios; e,

X - cumprir e fazer cumprir as disposições do Estatuto do índio.

Art. 2º Os programas da FUNAI serão elaborados e executados de acordo com as seguintes diretrizes:

I - garantir às populações indígenas o direito sobre as terras que ocupam, promovendo a identificação, delimitação, demarcação, regularização, extrusão, fiscalização das mesmas, assegurando- lhes a posse e o usufruto exclusivo das riquezas naturais e de todas as utilidades nessas terras existentes;

II - promover o reconhecimento das populações indígenas como etnias diferenciadas, respeitados sua organização social, costumes, línguas, crenças e tradições;

III - garantir aos índios e grupos isolados o direito de assim permanecerem, mantendo a integridade de seu território, intervindo apenas quando qualquer fator coloque em risco a sua sobrevivência e organização sócio-cultural;

IV - manter e/ou melhorar a qualidade de vida das populações indígenas, promovendo a preservação, conservação ou recuperação do meio ambiente em que vivem;

V - garantir assistência à saúde de acordo com a situação de contato e especificidades etno-culturais das populações indígenas, bem como valorizar a medicina tradicional através da recuperação da sabedoria xamanística e da utilização da flora medicinal;

VI - garantir às populações indígenas uma educação escolar diferenciada e que dê acesso aos conhecimentos e ao domínio dos códigos da sociedade nacional, a fim de assegurar-lhes a participação na vida nacional em igualdade de condições;

VII - assegurar a auto-sustentação das populações indígenas, consideradas suas especificidades culturais, ambientais, tecnológicas e sócio-econômicas; e,

VIII - patrocinar a defesa dos direitos e interesses das populações indígenas.

********************

Cantar e dançar, respeitar e preservar


Vamos brincar de índio.... - Xuxa

Se Deus quiser, um dia eu quero ser índio... - Rita Lee

... Sonhava com um índio que me desse alegria... - Ivete Sangalo

Um índio descerá de uma estrela colorida e brilhante... - Caetano Veloso

Tudo que move é sagrado.... (Amor de Índio)... - Beto Guedes

...eu quero ouvir índio cantando... - Chiclete com Banana

...Como a mais bela tribo dos mais belos índios, não ser atacado por ser inocente - Legião Urbana

...E com um penacho de índio ele me coroou... - Alceu Valença

... e pro índio nada mais faz sentido...com tantas drogas porque só o seu cachimbo é proibido?... - Gabriel O Pensador

...ver TV a cores na taba de um índio, programada pra só dizer sim, sim... - Cazuza


Quis falar coisas boas... devo também lembrar do Padre Anchieta, que foi meu primeiro alvo para esse post, mas falar de Anchieta em um só post não daria. Homem explêndido, humano, benevolente. As atrocidades para com os donos da terra são infinitas, recentes e gritantes. Mas não vou falar sobre isso. Hoje, eu só quero bater na boca e fazer uh-uh-uh-uh-uh.

Créditos:
www.funai.gov.br
http://conhecimentosgerais.hypermart.net/datas-comemorativas/dia-do-indio.shtml
http://ww6.zaz.com.br/almanaque/index_indios.htm

postado por Pollyanna 1:25 AM



Domingo, Abril 18, 2004


Agenda de 10 segundos

Falamos muito de planos, objetivos, metas mas, muitas vezes esquecemos de viver o momento presente. E esse momento depois que passou, passou ! Não voltará mais. Se você é uma dessas pessoas que vive esperando alguma coisa acontecer (emprego novo, casa nova, um novo amor) para dar sequência aos seus planos, você está precisando de uma
Agenda de 10 segundos.

Ontem, recebi um mail da Lilia do Vadiando (obrigada!), com um texto de Tom Coelho e fui dar uma olhada no site dele. Um dos artigos que tem por lá, é exatamente sobre a Agenda de 10 segundos, uma criação dele, eu creio.
Veja como termina o texto e se lhe interessar ler mais, clique em um dos links:

"Fundamentalmente, a Agenda de 10 segundos tem me ensinado a agradecer, a elogiar, a perdoar, a me desculpar, a sorrir e a amar no momento em que as coisas se dão. E isso possibilita amizades fortuitas que se tornam perenes, negócios de ocasião que se tornam recorrentes e paixões de uma única noite que se tornam amores de toda uma vida."

Tom Coelho é graduado em Economia pela FEA/USP, Publicidade pela ESPM/SP, tem especialização em Marketing pela MMS/SP e em Qualidade de Vida no Trabalho pela FIA/USP, é empresário, consultor, escritor e palestrante, Diretor da Infinity Consulting, Diretor do Simb/Abrinq e Membro Executivo do NJE/Fiesp. Seus textos tem Reprodução Autorizada desde que mantida a sua integridade, mencionado o autor e o site www.tomcoelho.com.br e comunicada sua utilização através do e-mail talento@tomcoelho.com.br.

No player, temos Marillion chamando a Cacau de volta ! Beautiful.

postado por Deize 4:19 PM



Sábado, Abril 17, 2004



MANFREDO LYRA



Nascido em Berlim em 1943, no ápice da Segunda Guerra, mudou-se para Portugal, onde estudou.
Ingressou na aviação comercial como técnico operacional e instrutor de vôo.
Paralelamente exerceu várias atividades ligadas às artes, jornais, revistas e rádio.
Passou parte de sua adolescência no Brasil e, mais tarde, fixou residência definitiva em Lisboa, onde vive até os dias de hoje.
Agora, beirando quase 60 anos, diz estar pronto para enfrentar a crítica e lançar-se no mundo das artes, nos campos da pintura, escultura, fotografia, vídeo e poesia...

Corajoso Manfredo!

Conheço algumas pinturas lindíssimas e poesias poucas.
Gosto delas, como gosto de Portugal, povo e sotaque.
Daí uma identificação imediata com o artista.

Na pintura Manfredo é moderno e preocupado com os problemas da atualidade.
Na poesia, respira a atmosfera européia do séc. XIX, onde o sentimento do amor é exacerbado pelas manifestações puras e incontidas do seu eu-superior.

Suas poesias (uma delas abaixo, em inglês e português nativo) são pontilhadas de "Chagrin d' amour", expressão que, embora permeie nossas emoções, raramente temos tempo de manifestar e, praticamente inexiste no vocabulário dos nossos tempos.





"The gallop of unfettered horses
In a winter lit wood
Gelid, humid, shivers
Of luxuriant vegetation

Obligatory senseless
Course, followed
Beside a stream of water
In fine silence, broken

Mushroom umbrellas
People blank spaces
Like clandestine constructions
Sowed, erratically, by Nature

Where are you, Nature?
Wanted! But where?
Gigantic machines?
Make cement of the sward

Alchemy which kills life
Transforms all it touches
Into tiny, cramped lots
They grow and defy the skies
Floor by floor, ceaselessly
To accommodate more humans
Ever farther from the earth

Unfettered horses? Where have they gone?
Their cracked and worn hooves
Yearn for an earthen ground
Long eclipsed by cement"



"Galopar de cavalos à solta
Em bosque de curto sol
Gélido, húmido, arrepios
De vegetação luxuriante

Percurso obrigatório
Sem sentido, percorrido
À beira de um curso d' água
De bom silêncio, quebrado

Guarda-chuva de cogumelos
Povoavam espaços em branco
Qual construção clandestina
Semeada pela natureza, errantes

Onde estás, natureza?
Procura-se! Mas onde?
Máquinas gigantescas...
Do verde fazem cimento

Alquimia que mata a vida
Transforma tudo em que toca
Em terrenos pequenos, exíguos
Crescem a desafiar os céus
Andar
Sobre andar, sem parar
Para mais humanos alojar
Cada vez mais longe do chão

Cavalos à solta? Onde estão?
De cascos gastos e fendidos
Saudosos dum chão de terra
Que o cimento eclipsou"

postado por 8:14 AM



Sexta-feira, Abril 16, 2004


Conta e Tempo

Frei Antônio das Chagas (1631-1682)

Deus pede hoje estrita conta do meu tempo.
E eu vou, do meu tempo dar-Lhe conta.
Mas como dar, sem tempo, tanta conta.
Eu que gastei, sem conta, tanto tempo?

Para ter minha conta feita a tempo
O tempo me foi dado e não fiz conta.
Não quis, tendo tempo, fazer conta,
Hoje quero fazer conta e não há tempo.

Oh, vós, que tendes tempo sem ter conta!
Não gasteis vosso tempo em passa-tempo.
Cuidai, enquanto é tempo em vossa conta.

Pois aqueles que sem conta gastam tempo,
Quando o tempo chegar de prestar conta,
Chorarão, como eu, o não ter tempo.

postado por Mr.Anderson 11:19 AM



Quinta-feira, Abril 15, 2004




Que o tempo reserve coisas boas pra nós. Que além das palavras, eu me perca em teus olhos, eu me aqueça em tua voz. Que os nossos destinos se prendam em nós que não desatem. Que o amor exista, entenda, resista e assim se preserve.


postado por Síndico 5:53 PM



Segunda-feira, Abril 12, 2004


O destino é mesmo louco.

Louco pirado.

Logo depois que me separei, firmei grandes amizades, daquelas grandonas mesmo. Tive uma amiga que o destino se encarregou de colocar uma discussão boba entre a gente e nos afastar - ela era mais que amiga, foi uma irmã que nunca tive, sabe coisas de mim que nunca ninguém soube e continua sendo a única a saber - penso.

Teve outras tantas também. Todas que não participam mais da minha vida corrida e tumultuada. Começa-se a namorar, some umas duas. Acontece problemas, some-se outras. Tem quem volte, tem quem não. E assim segue a vida, reciclando (lá estou eu falando de ciclos novamente). Recicla-se amizades também, infelizmente. Essa grande amiga aí, mais que amiga até, eu gostaria muito que voltasse, mas até hoje não voltou.

Mas a história aqui é outra.

Estava eu indo para a casa da vovó, coisa que faço todo dia quase, e ao passar por um obstáculo, olhei pro lado e vi uma amiga antiga minha dentro de um comércio. Olhei, olhei de novo, e ela também me viu. Silêncio. Continuei o percurso, mas minha cabeça foi invadida de indagação: porque é mesmo que a gente se separou? Quer saber? Não lembro. Eu podia voltar ali, o comércio onde ela estava é no mesmo quarteirão que a casa da minha avó. Só virei a esquina. Enquanto ligava o alarme do carro, ainda pensava se ia até lá ou não. A dúvida venceu. Não fui.

O surreal foi mais tarde, já no meu trabalho, quando minha tia me liga pra dizer: "A Dani te mandou um abraço, viu?"... "Dani?"... "A japonesa, sua amiga antiga... o marido dela comprou a distribuidora de gás lá perto de casa"... "Marido dela?".... "É, eu não entrei em detalhes, mas ela disse isso, disse que te viu hoje, e eu estava passando em frente, ela me chamou, eu nem me lembrava dela, na verdade, mas te mandou um abraço"....

A Dani, casada? Nada fora do comum, contando aqui. Mas pra mim, a notícia teve a mesma reação de que alguém conhecido ganhou na mega sena, sei lá. Uma notícia que a gente nunca imagina receber...

Não a procurei, por mais fácil que seja essa tarefa. Talvez procure, talvez não. Passo por frente todo santo dia, e dou uma olhadinha lá dentro, não a vi nos últimos dias. Talvez se eu ver e ela sorrir, sei lá. Mas isso ficou na minha cabeça. Lembrei de grandes histórias nossas. Tenho uma foto, em p&b, onde ela "posa" ao lado de uma foto dela bebê, que está num porta retrato.... e ela completou o presente assim: : "antes", seta pra foto bebê; e "depois", seta pra ela adulta. As memórias me fizeram ir à caça da foto no meio de tantas outras, por aqui.

Éramos grudadas; não chegamos ao ponto da amiga quase irmã que eu já falei, mas saímos muito, ríamos de puro contentamento o tempo todo. Me lembro que íamos ao cabelereiro por terapia, e ela, japonesa, cabelo lindo, ficava me esperando hidratar, escovar, fofocar.... cabelo que depois estragávamos nos amassos desesperados na beira do portão... cada um com seu devido parceiro, obviamente. Desesperados, porque colocávamos limites e entrávamos em casa exaustas, os músculos doendo de tanta contenção.

Uma vez, passamos a madrugada gargalhando, porque ela "descobriu" que a potência do pretendente dela não passava de lenços dentro da calça - pra aumentar. Ficávamos rindo, tomando água, respirando fundo. Fazíamos valer.

Depois ela caiu numa paixão imensa pelo Carlos, mas ainda vinha em casa, e quando eu não estava, deixava bilhetes, sempre com um "te amodoro"no final. Eu costumava dizer que ela estava numa fase pedagógica, já que ele era professor. Um dia, ela apareceu, desesperada, o pai dela quase a matou. Ela tinha saído com Carlos, e o pai colocou os irmãos atrás. Ela não gostou, sempre foi esquentada. "Porque meus irmãos podem sair e eu não?" - foi o que ela gritou para o pai no meio da rua, ele correndo atrás dela com um cinto na mão. Cena de doido. Vizinhos aprovando a atitude do pai, que coisa. Até hoje a Dani tem a marca da fivela do cinto no supercílio. E ficou muito mal na família e no bairro, quando denunciou o pai. Eu fui com ela. Seu Cristiano ficou com muita vergonha, queria se matar, foi chamado na polícia e o caso só não se complicou mais, porque a Dani tirou a queixa. Ficaram um ano sem se falar.

Depois desse episódio, acabamos perdendo o contato. Tenho alguns insights do passado, de encontrá-la uma vez na praia, só de Oi, e depois num semáforo pela cidade, onde ela nem me viu. Lembro-me da casa dela, pintada de azul-calcinha. Lembro-me também das longas conversas naquele portão, onde eu ia deixá-la, depois da balada. Ela ainda não dirigia, não tinha carro, nem nada disso. Eu também não entrava, família hiper conservadora, na verdade, sempre achei que não gostavam muito de mim. A mãe, nunca conheci. Sempre no Japão e posso apostar que ainda está por lá.

Também não dá para esquecer o lado cômico dela. Uma vez, bebemos muito, num dia de bobeira, desde as quatro da tarde até as onze da noite. Ela destrambelhava quando bebia. Pegou o telefone e pediu a telefonista, querendo uma ligação pra Alemanha. Nunca soube o porque disso, estava ocupada em rir. Quando indagada com quem gostaria de falar, ela solta um grunhido: "com o Hitler"... "O Hitler já faleceu, senhora".... "Sério? Ninguém me contou".... eu me contorcia de gargalhar. De uma outra vez, ao ser cantada numa danceteria, se fez de surda-muda com o chatonildo, e eu entrando no meio da cantada, afirmando que ela não escutava nadinha, nem falava, e ela lá respondendo por gestos.... Depois que o chatonildo deu meia volta, caímos na gargalhada. Ele tinha acreditado! Quando estávamos saindo dessa mesma danceteria, conversando alguma coisa, escutamos: "Mas ela não é surda nada! Ela está conversando com você!" ... e lá estava o chatonildo, bem atrás da gente. Tínhamos que nos virar e dar alguma outra desculpa... enquanto eu ainda pensava em alguma coisa, ela solta: "Milagre! Milagre! Deus existe! Estou curada!"

Boas lembranças.

Numa próxima, talvez hoje, paro lá pra receber o abraço pessoalmente.
E conto que tem post sobre ela no PG.

* Não consigo colocar imagens aqui mais... dá uma caixinha de erro do Blogger, dizendo que o arquivo não é permitido :( *

postado por Pollyanna 7:32 AM



Domingo, Abril 11, 2004


Caetano sings American Songs
(Caetano canta Canções Americanas, no original !)


Lembro de
London, London que encheu um período de minha vida, com aquele inglês cantado com um baita sotaque baiano ! Ah ! como eu gostava !

Agora, muitos anos depois, Caetano grava um CD, A Foreign Song, todo em inglês, com o sotaque já bem suave. O CD foi lançado esta semana simultaneamente no Brasil, Europa, Estados Unidos e Japão e apesar disso, conforme a entrevista que deu à revista Isto É, Caetano não espera muito desse CD: "Apesar de ser um disco muito sincero, com um comentário implícito da minha vivência dessas músicas no Brasil, e do Brasil através da vivência dessas músicas, e da altíssima qualidade dos músicos, não olho para ele como sendo um incremento da minha popularidade. Se eu quisesse estar atento à manutenção do status conseguido, talvez evitasse fazer um negócio assim".

Não importa! As canções que povoaram a vida de muitos de nós, estão lá, na sua maioria com arranjos maravilhosos onde a bossa e o ritmo brasileiro estão inseridos, onde a criatividade de Caetano se manifesta à toda. Não é muito fácil gravar clássicos e conseguir lhes dar roupagem nova. E Caetano consegue. Em cada faixa, uma surpresa... Feelings, a única música não americana do CD - lembram aquele Hit brasileiro do Morris Albert ? - ficou linda ! E Diana, do Paul Anka ? Caetano colocou um jeitão de marchinha nela e acabou por transformá-la em uma breguice só. Arrreeee... mas, Caetano pode !

Lília, a música da semana passada seria pra você, se não tivesse pronto o post com a divulgação da Banda Blindagem. Então, agora, o post é pra você ! Se ainda não comprou o CD, vá atrás... vai se apaixonar ainda mais por Caetano !!

No player, a nossa paulistana Feelings, com link para letra por cortesia do Música Base, excelente blog de música dos anos 60,70 e 80, para acompanhar o sentimento na voz de Caetano Veloso. Clica lá !

postado por Deize 12:54 AM



Sábado, Abril 10, 2004




TROCANDO GATO POR LEBRE



Garfield, Frajola, Gato Félix e Tom não dariam muita atenção à notícia.
Com o mesmo gráu de independência e altivez de seus colegas (gatos domésticos menos famosos), eles apenas lembrariam o "óbvio": a importância da convivência com felinos para esse animal desajeitado, que nada modestamente se auto batizou de Homo Sapiens; mas é incapaz de caçar ratos com eficiência, mesmo que estejam com um martelo na mão.

Pois foi descoberta agora a mais antiga prova da coabitação de gatos com seres humanos, na ilha mediterrânea de Chipre, datada de nada menos que 9.500 anos atrás.
Ou seja, meros 3.000 anos depois da prova mais antiga da convivência entre cães e seres humanos.

Pesquisadores já suspeitavam que a domesticação de gatos fosse mais antiga, relacionada à agricultura.
A produção de grãos como trigo e cevada, atrai roedores, que por sua vez atraem gatos.
O homem percebeu que fazia sentido encorajar os gatos a caçarem os ratos para diminuir a perda nas colheitas.

Um túmulo num sítio arqueológico em Shillourokambos, continha os restos de um ser humano de cerca de 30 anos enterrado lado a lado com um gato de oito meses de idade.
Cientistas não conseguiram descobrir o sexo do animal, mas sabe-se da ligação afetiva entre o homem e os felinos.
As características do esqueleto indicam que era um gato selvagem da espécie Félis Silvestris, um felino maior que os de hoje e os domesticados pelos egípcios.

Folha-Ciência - Ricardo Bonalume Neto.


OS GATOS DE VENEZA






A bonita cidade de Veneza possui um exército incomparável de guardiões, seres que têm reputação de não gostar de água: os gatos.

Mas na antiga cidade dos palácios corroídos pelas algas invasoras um outro perigo quase invisível ameaça: os ratos.

Só o odor do gato é o suficiente para afugentá-los e, se os gatos desaparecessem a invasão não poderia ser evitada.
A relação da cidade com seu hóspede felino já conheceu bons e maus tempos.

Em Veneza, como no resto da Europa, a Inquisição não poupou os gatos.
Os inquisidores, que viam bruxaria em todo o lado, acusaram o misterioso animal de ter um pacto com Lúcifer.

Quando os cruzados trouxeram consigo do Oriente a terrível "peste negra", o gato desaparecera por completo.

Percebendo a importância dos gatos à sobrevivência de uma cidade como Veneza, onde as pequenas ruas e canais favorecem a proliferação de roedores, decidiram então ir de barco até o Oriente em busca dos felinos.
Foram, depois, largados na rua assinalando o fim da epidemia.

Após estes acontecimentos, desenvolveu-se uma raça de gatos tipicamente venezianos, fruto do cruzamento entre gatos orientais e antigos gatos autóctones, que lembram o gato bravo da Síria - o "soriano".
Constituíram assim o orgulho dos venezianos que, desde então, têm para com ele uma dívida de gratidão.

Veneza possui gatos famosos e anônimos, gatos de hoje e de ontem, gatos de rua e de palácio.
Os turistas procuram-nos, tanto quanto às gôndolas.

Atualmente, cerca de 12.000 gatos continuam a vigiar a cidade dos Doges, entre estes, alguns se agrupam à uma associação que assegura abrigo, alimentação e vacinação aos felinos e que controla os nascimentos.
Simultaneamente, o município oferece-lhes um refúgio.

Depois de tantos anos, os gatos bem o merecem!

E por que estaria eu, logo hoje, a falar em gatos?

Muito simples: diz a lenda que Buda ao criar o horóscopo chinês, pediu a 12 animais que o ajudassem a organizar a terra. Sabemos que o referido horóscopo é composto por 12 animais que representam os meses do ano.
O coelho chegou atrasado e ficou de fora.
Enquanto Buda pensava em uma forma de reorganizar o mundo, o gato tentou comer o rato.
Buda, então, dispensou o gato e aceitou o coelho de volta.

Coelho simboliza a Páscoa, ovos de chocolate e muita paz.

Toda essa história é para desejar aos amigos queridos uma Feliz Páscoa!!

postado por 12:04 AM



Sexta-feira, Abril 09, 2004


Se você realmente quer fazer alguma coisa, não ensaie.

Matilda Johansen
101 anos

Aqui estou eu, já uma velha. Sempre achei que tivesse um livro dentro de mim. Todos os anos dizia a mim mesma: "No ano que vem, você vai escrever o seu livro.". Os anos vieram e foram. Sempre pareceu que no ano seguinte eu começaria a fazê-lo, mas nunca comecei - e tive um século inteiro.

Se você tem um livro dentro de você, sente-se e escreva-o, não é uma questão de ter tempo. Se você realmente quiser fazer alguma coisa, faça. Ponha outras coisas de lado e faça disso uma prioridade. Pare de dedicar sua vida toda às obrigações.

Agora, as minhas mãos estão contorcidas pela artrite e eu não enxergo além da ponta do meu nariz. Está vendo? Eu tenho tempo, mas, agora, não posso fazê-lo.

postado por Mr.Anderson 10:40 PM



Quinta-feira, Abril 08, 2004




Dorme em meu colo e nele repousa a tua tristeza. te embalo num sono perene e sem que tu percebas, te encanto com a felicidade. Dorme em meu colo e sonha. Sonha que o dia amanhece, trazendo a realidade.




postado por Síndico 3:09 PM



Segunda-feira, Abril 05, 2004


De volta!

Quando criança, meu pai impôs uma proibição drástica: podia brincar na rua, desde que não atravessasse além da esquina. Ficava limitada à quadra. Como seu houvesse uma linha invisível a demarcar fronteiras. Levada pela mesma provocação que me proibira, por horas eu ficava diante do muro, observando o outro lado da rua. Sem ultrapassar. Com medo, contida na palavra do meu pai, a imaginar o que poderia de haver de diferente a dois metros dali. A indagar o que existia de tenebroso, para o meu pai ameaçar: se passar da esquina, não vai na matinê por um mês. Confinada ao próprio quintal. As pessoas do outro lado pareciam iguais. Mulheres varriam as calçadas, limpavam janelas, homens conduziam suas bicicletas, operários passavam suados, pedreiros sujos, roupas cheirando cimento, moças saídas do banho envoltas de perfume, velhos regando os jardins.

Eu me assustava de ver as pessoas atravessando de uma calçada à outra, ultrapassando o limite, cruzando a linha. Será que não enxergavam? Porque eu via o traço, brilhante, luminoso, como os raios do Dr. Silvana, o cientista louco da televisão. Eles ultrapassavam a linha, impunes. Eles podiam então? O que havia naqueles corpos que os tornavam impermeáveis ao perigo?

Um dia, estava crescendo, perguntei seriamente: qual é o perigo, papai? E ele disse apenas: Não vá.

Mas não era suficiente. Comecei a sentir-me sufocada, será que sempre haveria um muro na minha vida?

Encarapitada nele, aos dez anos, transformava-o em avião, em cavalo, em Muro de Berlim. Me protegia dos índios, dos bandidos, do exército. Nele eu estendia uma corda bamba para os melhores equilibristas do mundo. Protegido por ele, podia fazer careta aos cachorros bravos. Lá, viajava a minha imaginação.

Mas, uma vez, ao sair pra brincar, vi no muro da minha limitação, uma grande revelação.
A palavra, em letras vermelhas, enormes, explodiu: CARALHO.

- O que é caralho, titia?
Levei um tapa na boca, minha tia foi à missa se confessar no dia seguinte, e o muro foi pintado de amarelo-ouro outra vez.

- O que é caralho, papai?
Castigo, 15 dias.

- O que é caralho, professora?
Suspensa por 3 dias.

Parecia que eu não teria absolvição o resto da minha vida, se repetisse essa palavra.

No domingo, na missa, minha vó me puxou pela manga e disse: - Venha comungar, minha filha.
- Não posso.
- Venha, deixe de história.
- Não posso, vovó.
- Vamos logo, a comunhão tá acabando.

Qual o medo maior: do inferno ou da surra da vó? Bem, o inferno talvez me demorasse alguns anos, não ia morrer já. Arrisquei e comunguei, sem absolvição mesmo. Voltei suando pro banco da igreja, meu estômago, um nó. (cheguei a comer e vomitar, por uns 3 dias, tamanho o peso em mim.) Dores de cabeça... era meu castigo, só podia ser. Estava enganada, a morte se aproximava sim, Deus estava em toda parte, Ele via tudo.

À caminho de volta pra casa, de mãos dadas com a vovó, pensei: "Azar de Deus. Se morro e vou para o inferno, viro amiga do diabo e pronto."

Fiquei tranquila. Mas aprendi: dali pra frente, ia inverter raciocínios para chegar ao outro lado extremo da verdade. Afinal, o lado escuro da lua também é lua.

Isso foi há 20 anos atrás.
Mas tranquilizem-se: hoje sei o que quer dizer a palavra e qual é a utilidade também.... :)

Pessoal do PG: Obrigada pelo convite para o retorno.
Leitores do PG: Tô na área :)

postado por Pollyanna 8:02 AM



Domingo, Abril 04, 2004


Coincidência...

Eu aqui na minha função de DJ recebi um pedido da
cau pra fazer um post sobre uma banda formada em Curitiba no final dos anos 70.

A banda Blindagem começou sob a influência do rock pesado, mas ao longo do tempo também passeou por baladas, blues, sambas e até sertanejo, pela influência da formação de Ivo Rodrigues, integrante da banda, em parceria com Paulo Leminski, que assinam algumas das músicas de seu repertório.

Em 1981, lançaram seu primeiro disco - ainda era vinil ! - pela gravadora Continental e consideram este momento como o marco oficial de nascimento da banda. Marinheiro, música de Ivo e Paulo Leminski, chegou a ser executada nas rádios de São Paulo, abrindo caminho para o circuito nacional. Daí pra frente, a banda tem muita história pra contar, com apresentações até na Itália, mas, é pouco divulgada no Brasil, apesar do sucesso no sul.

Vamos conhecê-la ? Cliquem nos links, passeiem no site deles e ouçam!

No player, um dos sucessos do grupo, a balada Se Eu Tivesse.

Se Eu Tivesse
(Ivo Rodrigues Jr )

Quando a noite chega
e as estrelas lembram o teu olhar
são as luzes dos meus sonhos
que voltam a esvoaçar

Se eu tivesse teu olhar
poderia ver a luz
e nada mais faria
só pra ti vivia
mesmo que o mundo pare de girar.


E a coincidência, onde está ? É assim, cauzinha é grande amiga da Polly e Polly já se encantou com uma banda recém-conhecida. A letra da música escolhida para esta semana, tem a cara da Polly, que volta amanhã a postar no Ponto G.Emini para alegria de seus leitores !

E que ninguém diga que eu cortei o quadro em várias peças pra dizer que tinha um quebra-cabeças....

postado por Deize 12:55 AM



Sábado, Abril 03, 2004




Penso cá com meus botões: como a vida da gente muda.
De detestar computador, passei a gostar.
Daí a papear em MSN me parecia coisa de demente.

Pois não é que um dia encontrei uma pessoa que adorei conversar/teclar.
Uma cearense que mora nos Estados Unidos.

Converso com poucos, adoro todos. Mas essa coisa é um "comedor" de tempo.
Teclar requer sincronia, sintonia, sensibilidade.

Falamos a mesma língua. Parece que sabemos como a outra se sente.
Sabemos quando os erros são de digitação ou escrevemos errado de brincadeira e rimos. Rimos como crianças.
De égua ela cansa de me chamar, pergunto: Tu tá abestada mulé? Ela responde: - Só tô areada.
Amante da cultura popular, me delicio com nossos diálogos. Às vezes bem profundos.
Hoje em dia, teclamos menos.
- Vou largar essa máquina, disse eu, mais por falta de tempo do que de vontade.

Lilia, do
Vadiando, é um lindo ser humano que me confessou outro dia:
- Sinto saudade de falar como se fala no meu Ceará.

Então, minha amiga, esse conto Cearense é dedicado à você, com todo o meu carinho.
Agradecida pelo dicionário. Beijos muitos.





CONTO CEARENSE


(Se não entender o texto, consulte o dicionário abaixo!)


Chico, cabra errado e bonequeiro, já melado depois de traçar um burrinho e duas meiotas, vinha penso, cambaleando, arrodiando o pé de pau, quando deu um trupicão que arrancou o chaboque do dedo.

- Diabeisso !
- Vai, cu de cana ! Mangou a mundiça que estava perto.
- Ai dento ! disse Chico

Chico estava ariado desde ontonti, quando o gato rei que ele acunhava lá na baxa da égua, bateu fofo com ele pra ir engabelar um galalau estribado da Aldeota.
- É o que dá pelejar com canelau, catiroba fulerage, pensava, ganhei um chapéu de touro, mas não tem Zé não, aquela marmota tá mesmo só o buraco e a catinga. Dá é gastura.

Chegando em casa se empriquitou de vez e rebolou no mato todas as catrevagens da letreca: uma alpercata, um gigolete amarelo queimado e uns pés de planta que ela tinha trazido enquanto iam se amancebar.
Depois se empanzinou de sarrabui e panelada e foi dormir pensando nas comédias.

- A -

ABESTADO - Otário.
ABIROBADO - Maluco.
ABUFELAR - Agarrar pela gola, agredir.
ACUNHAR - Chegar junto.
AI DENTO - Resposta a qualquer provocação.
ALDEOTA - e seguramente o maior bairro informal do país. Os especuladores imobiliários passaram a chamar de Aldeota todo bairro novo.
ALPERCATA - Sandália de couro.
AMANCEBADO - Amigado, aquele que vive maritalmente com outra.
AMARELO QUEIMADO - Cor laranja.
APETRECHADA - Dotada de beleza física.
ARIADO - Desnorteado
ARRE EGUA! - Interjeição que pode significar qualquer coisa a depender do tom de voz e da ocasião (alegria, irritação...).
ARRUDIAR - Dar a volta.
AVALIE - Imagine.
AVEXADO - Apressado.

- B -

BAIM DE CUIA - No jogo de futebol, corresponde a lençol.
BAITOLA - Viado. (A palavra tem origem na construção da primeira estrada de ferro do Ceará. O chefe da obra era um engenheiro inglês, muito afetado, que repetia "atenção para a baitola" se referindo a bitola (distancia entre os trilhos).
BAXA DA ÉGUA - Lugar distante.
BALDEAR - Perturbar.
BATER FOFO - Não cumprir um compromisso.
BATORE - Baixinho.
BILA - Bola de gude.
BILOTO - Botão.
BOCA QUENTE - Lugar perigoso.
BOGA - Ânus.
BOTAR BUNECO - frescar... ou como já diriam os sulistas: zoar, mas depende muito do sentido da frase.
BREADO - Melado, sujo.
BRENHA - Lugar longe de difícil acesso.
BRIBA - Pequena lagartixa.
BULIDA - Mulher que perdeu a virgindade.
BUNEQUEIRO - Quem bota boneco, quem gosta de ficar fazendo hora com os outros.
BURRINHO - Garrafa de Coca-Cola cheia de cachaça.

- C -

CAGADO - Sortudo.
CAMBITO - Perna fina.
CANELAU - gente pobre, plebe rude.
CAPAR O GATO - Ir embora.
CATREVAGE - Gente cafona, coisas velhas e feias.
CATIROBA - Mulherzinha da vida..da plebe.
CEROTO - Sujeira preta na pele devido a falta de banho.
CHABOQUE - Tampo. "Chico deu uma topada que tirou o chaboque do dedo"
CHAPA - Radiografia; dentadura.
CHAPEU DE TOURO - Chifre.
CHEI DOS PAU - Bêbado.
CHULIPA - Tapa na orelha com um dedo no sentido vertical.
COMÉDIA - Programa divertido. "Hoje nós vamos pras comédias".
CORRALINDA - Coisa linda, pessoa bonita.
CORRER FROUXO - Ter em abundancia. "Ali o dinheiro corre frouxo".
COURO DE PICA - Algo que vai e volta. "Esse namoro é que nem couro de pica".
CRUZETA - Cabide para camisas e calcas.
CU DE CANA - Cachaceiro.
CUSTAR - Demorar. "O ônibus esta custando muito".

- D -

DAR O GRAU - Caprichar. "Pode deixar que vou dar o grau no seu carro".
DAR O MAIOR 10 - Gostar muito.
DAR O PREGO - Enguiçar.
DAR UMA SALGA - bater em alguém.
DIABEISSO! - Que diabo e isso! Expressão de espanto.

- E -

EMPAZINADO - Que comeu alem da conta.
EMPRIQUITAR - Cismar, não aceitar.
ENGABELAR - Enganar, iludir.
ENGOMAR - Passar roupa.
É O NOVO! - normalmente usado quando a pessoa utiliza uma expressao antiga. Ex: pessoa 1: " Essa musica é do balacobaco!"
pessoa 2: "Eita! balacobaco é o noooovo!"
ERRADO - Desordeiro, arruaceiro ou uma pessoa envergonhada "Ele pagou um mico e ficou todo errado"
ESTRIBADO - Cheio da grana.

- F -

FAZER HORA - Fazer gozação.
FAZER MAU - Desvirginar. "Ele fez mau a moça".
FAZER SABÃO - Sexo entre lésbicas.
FECHICLER - Ziper.
FOI MAL - Perdão.
FRESCAR - Fazer uma brincadeira. "Se zanga não, to só frescando".
FULERAGE - Coisa sem valor.
FUMANDO NUMA QUENGA - Puto da vida

- G -

GALALAU - Homem alto.
GASGUITA - Mulher com voz esganiçada.
GASTURA - Mal estar.
GATO RÉI - (vem de gato velho ) chama-se mulher qualquer, rapariga. Ex: Na festa ontem só tinha gato réi
GIGOLETE - Passadeira, diadema, arco, tiara
GUARIBADA - Dar uma caprichada.

- I -

INGEMBRADO - Torto.
INHACA - Mal cheiro do sovaco.
ISPILICUTE - Do inglês "She's pretty cute". Engraçadinha.
ISPRITADO - Enfurecido.

- L -

LERIADO - Conversa fiada.
LETRECA - Cafona.
LISO - A pior ofensa para um cearense. É muito mais que uma pessoa sem dinheiro. O liso esta para o cearense assim como o "loser" esta para o americano.

- M -

MACHO RÉI - cara, amigo, o meu...
MALDAR - Interpretar no mau sentido.
MANGAR - Ridicularizar.
MARMOTA - Coisa estranha.
MEIOTA - Meia garrafa de cachaça.
MELADO - Bêbado.
MEUZÓVO -(meus ovos) Expressão de discórdia, uma ova. "Juca e um político honesto - honesto meuzóvo!
MININO RÉI AMARELO - Criança chata, pivete.
MIOLO DE POTE - Coisa sem importância.
MÓI DE CHIFRE - Corno.
MUNDIÇA - Gente pobre, plebe rude.

- N -

NUM FRESQUE NÃO! - Pare com essa brincadeira!

- O -

OBRAR - Defecar.
OI DA GOIABA - Anus
ONTONTI - Antes de ontem

- P -

PAI D'EGUA - Porreta, legal, bacana.
PANELADA - Comida regional a base de tripa de gado.
PÃO SOVADO - Pão de massa fina.
PAPEIRA - Caxumba.
PAPEL DE ENROLAR PREGO - Pessoa grosseira.
PASTINHA - Franja de cabelo
PASTORAR - Vigiar.
PÉ DE PAU - Árvore.
PÉ DE PLANTA - Arbusto.
PEBA - De má qualidade.
PEDIR PENICO - Desistir.
PELEJAR - Tentar exaustivamente.
PENSE! - Expressão que tem o mesmo sentido de imagine. "pense numa comédia!"
PENSO - Torto.
PIMBADA - Trepada.
PITÉU - Mulher jovem e bonita.
PRESEPEIRO - Espalhafatoso, escandaloso.
PREGO - Pessoa impregnenta, que fica enchendo o saco, perturbando.
PRIQUITO - Vagina.

- Q -

QUEIMA RAPARIGAL! - Grito de guerra, incentivo p/ as meninas agitarem
QUEIXAR - O mesmo que dar uns queixo, cantar, xavecar alguem

- R -

RACHA - pelada, jogo de futebol.
RACHADA - Forma com que os baitolas se referem as mulheres, com uma boa dose de despeito.
RATA - Gafe
REBOLAR NO MATO - Jogar fora, atirar.
REMELA - Secreção ocular.
RESPEITE! - Expressão usada quando uma coisa é muito boa."Respeite a festa de ontem".

- S -

SABACU - Surra
SALSEIRO - Confusão.
SAMANGO - Soldado raso.
SARRABUI - Sarrabulho, comida preparada com muídos de porco.
SEM FUTURO - Mau negócio, pessoa despreparada.
SIBITE BALEADO - Pessoa miuda ("sibite" e um pequeno pássaro).
SÓ O BURACO E A CATINGA - Pessoa desmilinguida. " pegou uma gripe ta que e só o buraco e a catinga."
SÓ O MI - Diz-se de alguma coisa muito boa.
SUSTANÇA - Energia dos alimentos. "Rapadura tem sustança".

- T -

TEM É ZÉ - É muito difícil. "Tu ganhar de mim na sinuca? Tem é ZÉ¿.
TEU RABO - O mesmo que "Ai dento¿
TIRA A MACAUBA DA BOCA - Expressão usada para pedir que uma pessoa fale mais claramente, quando alguém fala de forma ininteligível.
TRISCAR - Tocar.
TRUPICÃO - Topada

- U -

ÚLTIMO TIRO NA MACACA - Diz-se de uma mulher que completou 30 anos e não casou

- V -

VARAPAU - Homem alto.
VERMINOSO - Fominha (futebol).
VEXADO - Apressado.
VISAGE - Fantasma, aparição.
VIXE! - Virgem Maria

- X -

XINIM - Vagina

- Z -

ZUADENTO - Barulhento.
ZAMBETA - Cambota.

postado por 12:09 AM



Quinta-feira, Abril 01, 2004




Quanto tempo faz-se necessário pra ganhar o mundo? Concretizar os primeiros planos, os mais práticos, até obter asas capazes de voar mais alto. Entre uma fase e outra, um imenso salto. E pra quem tem pressa de esperar, encara essa? Formatura, estrutura, perder o medo. Ou quem sabe trocar de curso, mudar de emprego. Não há segredo, é preciso ir de encontro à luz que ofusca. Parece fácil, mas... e quando nem se sabe ainda o que se busca?


postado por Síndico 2:33 PM



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GÊMEOS
(21/05 a 20/06)


Elemento: ar
Planeta regente: Mercúrio
Símbolos: nº romano II
Cores: amarelo e azul claros
Pedras: topázio, ágata, água marinha, olho-de-tigre
Metal: mercúrio
Plantas: madressilva, verbena
Flores: alfazema, azaléa, lírio-do-vale
Aromaterapia: lavanda, menta, erva-doce
Dia da semana: quarta-feira
Signo oposto e complementar: Sagitário
Função zodiacal: mobilidade, adaptabilidade, comunicação
Características: curiosidade, inteligência, expressão jovial e comunicativa, variedade de interesses, astúcia, versatilidade, superficialidade, dispersão, instabilidade, inquietude, dualidade.
Palavras-chave: versatilidade, adaptabilidade, pensamento, comunicação, relacionamento
Relacionamento: mais fluente com Aquário e Libra, Áries e Leão



Gêmeos nesse Ponto:

Domingo - Deize
Segunda - Polly
Terça - Cacau
Quarta - cau
Quinta - Síndico
Sexta - Mr.Anderson
Sábado - Mônica

pontogemini@hotmail.com


Música da Semana


Comigo
Zeca Baleiro





Geminianos famosos:

Che Guevara, Johnny Depp, Fernando Pessoa, Bob Dylan, Chico Buarque, John Kennedy, Machado de Assis, Marilyn Monroe, Jean Paul Sartre, Paul McCartney, Nicole Kidman, Naomi Campbell, Luisa Brunet, Miles Davis, Isadora Duncan, Clint Eastwood, Brooke Shields, Marília Gabriela, Aguinaldo Silva, Marco Nanini, Velasquez, Ana Paula Arósio, Débora Bloch, Alanis Morissette, Angelina Jolie, Eduardo Moscovis, Fernando Henrique Cardoso.


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